há um oceano entre nós:
mas, sobre o abismo incolor,
vou destruindo janelas
e estrangulante, esta flor
com seus dentes esvoaçantes
com seus chapéus de sãs pétalas
ata-me em seu branco cais:
meus pensamentos que, presos
em seus crustáceos de caules,
paralizam, e com serpentes
minha aura petrificam---
maresias, muráleas, cérebro
entre suas garras me prendo
a minha mente voando
no meu vil contentamento
de, coagulada, fluir-me
em decifrar-te, devoro-me
de raciocínios e alentos:
meu pensamento entre pétalas
esvaecendo pelos ventos
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