nesse útero seco, no mundo,
no atravessar de linhas gastas,
cuidadosos passos não ferem
os lírios róseos
que agora brotam
destes meus pés
o queixo paralelo ao tronco:
a elipse azul e seca cega,
faz um afago imenso e fino
de uma mãe em sala de parto.
em corpo felino, em eixos,
subo este telhado de manta
sob o brilho dourado que canta –
luz loura é quem dá meu aleito:
um sol de pelos no meu peito
e os batimentos na garganta.
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