pó branco
o açúcar em pó
faz fome e faz greve
a coca faz pó
e em neve um cognome
a cal, pó de cálcio,
faz prédio, faz chão,
e pode onde calço
calçar meu caixão
e todos são brancos,
e todos impuros:
dos bancos aos sancos,
das aves aos juros,
do açúcar ao sal...
meu mundo atacado
de doce e salgado
na cor irreal.
Um comentário:
Lindo esse, parece uma canção!
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