16 de julho de 2012

pó branco


o açúcar em pó
faz fome e faz greve
a coca faz pó
e em neve um cognome

a cal, pó de cálcio,
faz prédio, faz chão,
e pode onde calço
calçar meu caixão

e todos são brancos,
e todos impuros:
dos bancos aos sancos,
das aves aos juros,
do açúcar ao sal...
meu mundo atacado
de doce e salgado
na cor irreal.

Um comentário:

Lavinia Silvares disse...

Lindo esse, parece uma canção!