11 de julho de 2012
ida/vinda
eu, já sardinha, me atiro do cais...
na boca agora do animal de sais
dobro-me, rolo-me, faço-me pão
do peixe-metal... oral profusão...
eis que já vejo um céu azul da boca
e a dentição em edifícios rouca...
torções em solavancos: des-fast-io:
os dentes que eclodem em espiral
na matinal des-atmosfera, céu
de que me leva em linhas retas, trilhos
e prédios esculpidos de estribilho
de cálcio destorcido (solidéu)
que de uma abóboda retorcem sólidos
até chegar a uma estação final...
para um retorno em paz ser um insólito
em que um caminho avesso é habitual:
céu de uma boca noturna, crepúsculo
tropeçar dental que se faz gradual...
trilhas que seguem e caem: desatino-me
a estas portas, vãos, a esta espera tal...
hora de abrir, estação... regurgito-me
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