um espelho: onírica câmera, vídeo
de visão cubra: boca
uma boca arreganhada ao espelho
luz de visível única ao visualizável
à câmera ocular
ao plano onírico:
planos divisíveis!
aos planos de-visíveis de meu espanto:
a boca cheia d'água desde a garganta
os dentes: bases frementes dos caules
plantas dentais! marginais, flutuantes, cana-vãs:
boca angiospérmica à luz, fremilúcilo.
rendo-me aos caules dos dentes-vegetais
aos solavancos dos talos dentais, bucais
flores pulverizam lago esofagal...
de abelhas e besouros inexistente
aglomerado pólen em veias, bolor:
meu entupidor faríngeo!
de paulatino sofrimento, ex-vaneço
no difícil prover-se... ex-pirante...
arranca-me ar, pele, traqueia, pulmão
faça-me malabar, gargântua, canavã
do processo contínuo da vilta essencial
da progressão Natural
d'entalar de garganta!
ao banal não-sustento de vida carnal,
à Natureza-Boca que in-avança,
elevo-me aos Parnasos, limite vital...
ao último monte de imagem
ao último plano de-visível
ao ensaio fílmico do In-ex-isto:
leveza que se mantém... ex-piro...
Um comentário:
vou demorar um tempo pra pensar esse texto. enquanto isso, palavras: natureza/sonho: beleza horripilante.
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